Atleta com dor no joelho durante corrida
O joelho é a articulação que mais concentra atendimentos no ITESP.

O PRP — plasma rico em plaquetas — é hoje um dos procedimentos mais procurados por quem tem dor no joelho e não quer partir direto para a cirurgia. A ideia por trás dele é simples: usar o próprio sangue do paciente para levar até a lesão uma concentração alta de plaquetas, que carregam os fatores de crescimento envolvidos no reparo dos tecidos.

Como o procedimento é feito

Uma pequena amostra de sangue é colhida do paciente e centrifugada, o que separa o plasma rico em plaquetas do restante do sangue. Esse concentrado é então aplicado no ponto da lesão. Quando a estrutura é profunda ou pequena — um tendão específico, a região de um menisco, um ponto de desgaste articular — a aplicação é guiada por ultrassom, o que permite ver a agulha chegando exatamente onde precisa.

É um procedimento ambulatorial: o paciente chega, faz a coleta, recebe a aplicação e vai para casa no mesmo dia. Como o material vem do próprio corpo, o risco de rejeição é muito baixo.

Em quais casos o PRP entra no joelho

No joelho, o PRP é usado com mais frequência em tendinites crônicas, como a tendinopatia patelar comum em quem salta e corre, em lesões de sobrecarga que não cederam com fisioterapia, e em desgaste articular leve a moderado — os casos em que a cartilagem já perdeu qualidade, mas ainda não chegou ao ponto de exigir reconstrução.

Também aparece como suporte na recuperação de atletas que já operaram ou que sofreram lesão muscular próxima da articulação, com o objetivo de encurtar o tempo até o retorno ao treino.

O que o PRP não faz

Vale o contraponto: PRP não substitui cirurgia em lesão com ruptura completa de ligamento, nem regenera uma cartilagem que praticamente não existe mais. Nesses cenários, o instituto avalia caminhos como transplante de cartilagem ou de menisco, com a terapia regenerativa entrando como apoio, não como tratamento principal.

É por isso que a indicação nunca sai de uma pergunta genérica como "PRP funciona?". Ela sai do exame clínico somado à imagem, que mostram qual estrutura está comprometida e em que grau.

Como é a recuperação

Nos primeiros dias é comum sentir a articulação mais pesada ou dolorida — é uma resposta esperada ao estímulo. A partir daí, a evolução é gradual: o efeito do PRP não é analgésico imediato, e sim o resultado de um processo de reparo que se desenvolve ao longo de semanas.

O acompanhamento com reabilitação é parte do tratamento, não um detalhe. Devolver força e controle motor ao joelho é o que sustenta o resultado quando o atleta volta a treinar.

Perguntas frequentes sobre PRP no joelho

O PRP dói?

A aplicação causa desconforto semelhante ao de uma infiltração comum, e a região pode ficar dolorida por alguns dias depois do procedimento. O uso do ultrassom como guia ajuda a reduzir o incômodo, porque evita tentativas repetidas de posicionamento da agulha.

Quantas sessões são necessárias?

Depende do quadro. Alguns casos respondem a uma aplicação, outros seguem um protocolo com mais de uma sessão espaçada por semanas. Essa definição vem da avaliação e da resposta do paciente ao longo do tratamento.

Posso treinar depois da aplicação?

A atividade é retomada de forma progressiva e orientada. Treino de impacto nos primeiros dias tende a ser suspenso, enquanto trabalho de mobilidade e fortalecimento leve costuma entrar cedo na reabilitação.

PRP serve para artrose do joelho?

Em graus leves e moderados de desgaste, sim, com o objetivo de reduzir dor e melhorar a função. Em artrose avançada, o resultado esperado é menor, e o tratamento precisa ser discutido junto de outras alternativas.

Se você convive com dor no joelho e quer entender qual é o caminho no seu caso, conheça o PRP no ITESP ou veja o segmento de traumatologia esportiva do joelho.